Quarta-feira, 26.05.10

Mudança

 

 

 

Passados uns dias em que andei como o tempo (revoltada) com uma telha do tamanho de um telhado com direito a águas-furtadas e após me ter recomposto (apenas recomposto, porque quando explodir, nem eu mesma quero estar por perto, pois o resultado será pior que essas nuvens de cinza que andam a dar cabo da cabeça ao pessoal) resolvi escrever sobre a MUDANÇA.

 

 

 

 

Este tema veio a propósito da minha necessidade iminente de mudança: mudar de casa, mudar de cidade, mudar de trabalho, mudar alguns hábitos, mudar o meu guarda-fatos, … (um dia destes dedico um post à lista de mudanças que tenho para fazer, para ver se me oriento). Mas continuando com as mudanças, estava eu este fim-de-semana (com esta telha enorme) no café e peguei na revista Notícias Magazine e folheei à procura do Fora de Série desta semana (não sei porquê, mas adoro esta parte da revista, talvez porque fale sempre de pessoas que em algum momento resolveram mudar de vida, podem até ser chamados de loucos, mas vivem muito felizes e o que os outros acham ou deixam de achar pouco lhes importa)!

 

 

Esta semana o Fora de Série escolhido foi O Zé dos Gatos de Setúbal (http://dn.sapo.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=1575456) .

Mesmo sem ler a história do senhor fiquei bastante curiosa, devido ao nome ZÉ dos GATOS. Calculei que deveria de ser um senhor que vivia rodeado de bichanos, não perdi mais tempo e comecei a ler. Logo no primeiro parágrafo deparo-me com esta afirmação: “Chamam-me Zé dos Gatos porque eu gosto muito dos bichos, já tive muitos, muitos a morar comigo. Também me chamavam Zé Maluco e eu não me ralava com isso. Mas, cá para mim, eu sou é o Zé Esperto.” – Simplesmente adorei esta frase, fez-me lembrar de todos aqueles que a sociedade apelida de Malucos, mas que no fundo são felizes, porque vivem no seu mundo e que de uma forma ou de outra invejo, porque a eles nada os preocupa. E o Zé sabe disso, pois acaba por dizer que lá para ele é o Zé Esperto!

O Zé dos Gatos teve mil e uma profissões, não conseguia estar muito tempo no mesmo local e a conviver com as mesmas pessoas “Nunca fiquei muito tempo em nenhum ofício, perdia a paciência. Sempre gostei de conviver, de estar com as pessoas e, se ficava agarrado a um emprego, via sempre as mesmas caras, o que me dava para marear.” Ao ler esta frase lembrei-me de mim, do quanto estou fartinha do meu trabalho, da minha necessidade de fazer coisas diferentes mesmo que não seja na minha área, de experimentar coisas novas, de ver sítios novos e essencialmente de conhecer novas caras. Com 40 anos o Zé decidiu mudar de vida, e andar por ai, e diz que os gatos são a paixão da sua vida, pois são como ele independentes.

Sim de facto os gatos são uns seres fantásticos e encantadores, super independentes, donos do seu espaço, peritos em ignorar quando lhe convém, mas adoram marcar o seu território quando assim o entendem, quando querem procuram um mimo desfrutando ao máximo do mesmo, são vaidosos e muito elegantes. Após esta descrição dei-me conta mais uma vez das semelhanças que existem entre os felinos e as mulheres, pelo menos eu sou muito assim (mas adiante que, não é das semelhanças dos gatos e das mulheres que estou a querer falar).

A frase que prendeu a minha atenção e tem vindo a martelar-me a cabeça desde domingo foi: “Mas o meu amor ? já lhe disse? eram os gatos, que são menos complicados. As mulheres querem que a gente mude e então nós mudamos. E depois fartam-se de nós porque estamos mudados.”


Esta afirmação “matou-me”… não somos apenas nós mulheres que queremos que os homens mudem. Aliás eu tenho um lema de vida, que pretendo ser fiel por muito que me custe, tento sempre aceitar as pessoas como elas são, todos nós somos diferentes, temos formas de ser e estar diferentes, gostos diferentes, mas que desde bem pequeninos nos tentam impingir o que acham de certo e errado?

E o que é realmente certo e errado? É como a questão do tempo, é sempre muito relativo, porque até “um relógio parado está certo duas vezes ao dia”.

A MUDANÇA… quando falamos em mudança na nossa cabeça surge logo outra ideia associada (pelo menos para mim) MELHORAR, mas de facto nem sempre é assim. A certeza que tenho é que as mudanças devem partir de cada um de nós, pois já bem basta aquelas que temos que gramar sabe-se lá porquê.

 

Tentamos mudar os outros logo desde bem pequenos, por exemplo um bebé está acostumado a beber o leite materno e quando este termina espetamos-lhe com uma borracha na boca de onde sai um liquido que nada tem a ver com o leite da mãe, pois não é doce e a temperatura não tem nada a ver. Mas esta mudança é necessária e não há volta a dar.

Tentamos mudar alguém que se senta ao nosso lado, para desfrutar de um qualquer deleite gastronómico e mal pega na ementa disparamos sugestões, sem sequer serem solicitadas, quando estas não partem logo de quem nos atende, e se a criatura não aceita a sugestão, sai logo a bela da frase: “Não sabes o que perdes? Mas tens a certeza? Olha que se eu fosse a ti até provava…”

Dá vontade de dizer: “PORRA! Pára que já me estas a enervar!

 

Tentamos mudar alguém quando começamos a partilhar a vida a casa com alguém, e queremos pôr tudo como nós queremos. Porque eu estou acostumada a estender a roupa assim e não assado, porque as meias dobram-se desta maneira e não daquela, porque o detergente é este e mais nada, e a fantástica frase que todas as mulheres adoram: “PORQUE A MINHA MÃE FAZ ASSIM!” ou simplesmente “NÃO ESTÁ IGUAL AO QUE A MINHA MÃE FAZ!”

E a isto nós mulheres respondemos: “O MEU EX NUNCA ME FARIA UMA COISA DESTAS!”

E chega o descalabro que muito provavelmente irá dar origem a mais uma mudança.

 

Ainda não cheguei à fasquia dos 30 (ainda tenho mais dois anos), mas confesso que já me submeti a muitas mudanças, algumas por livre iniciativa, outras porque me foram impostas e outras ainda porque não tinha grande alternativa (pois ainda não me posso dar ao luxo de ser louca e fazer o que me dá na gana sem ter que me preocupar com o que é que os outros acham ou não), e que posso concluir com estas mudanças? Que aprendi muito, aprendi na pele o que todas as mudanças me trouxeram de bom e de mau… não me vou lamentar porque estão feitas… Mas posso sempre mudar alguma coisa… Uma coisa eu tenho a certeza o que mudar de futuro será por mim, para mim, porque eu quis e tive vontade. Quero mudar muita coisa, mas sem nunca deixar de ser eu sem perder a minha essência e o que me torna tão característica!

 

publicado por Sonhos Trocados às 03:24 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 19.05.10

Novo dia, Nova vida

Um destes dias um amigo deixou-me este video no Facebook que partilho com vocês.

 

publicado por Sonhos Trocados às 18:37 | link do post | comentar

Fechar a Porta

Eu bem sabia que não ia ser fácil escrever com regularidade aqui... sempre gostei muito de rabiscar numa folha de papel. Acho que com as teclas os pensamentos não me saem tão naturalmente.

 

Nos últimos tempos têm-se passado muitas novidades, muitos pensamentos, muitas alegrias, muitas desilusões.

 

 

Hoje vou escrever sobre "Fechar a Porta" e o quão difícil esse gesto tão simples se torna.

 

Passado tanto tempo ainda não "fechei a minha porta" ou melhor, fui colocada fora da vida de alguém, mas não me fecharam a porta.

Na altura pensei que isso seria bom, pois quer queiramos quer não fica sempre uma esperança, porque a porta esta ali entreaberta, e temos esperança que mais cedo ou mais tarde a porta se reabra e nos convidem a entrar.

Mas porra, não tenho vocação para cadelinha que fica no tapete à espera que o "dono" volte a abrir a porta e de vez em quando se lembre de fazer uma meiguice.

 

Lá depois de muita lamber as minhas feridas voltei a acreditar que podia refazer a minha vida, e que não queria mais entrar dentro daquela casa.

 

Chega!

 

Voltei a acreditar que poderia apaixonar-me novamente... pensamento ingénuo o meu.

Se eu ainda não me tinha refeito de uma queda já me estava a atirar de cabeça em outro precipício?

Isto deve tratar-se de uma tentativa de suicídio só pode...

O voltar a acreditar não foi mais do que o querer ser feliz, querer voltar a acreditar que poderia apaixonar-me novamente, mas esta tarefa só seria possível (sem sofrimento) se estivesse limpa desta droga que foi o sentimento que me corrompeu.

 

Estes dias cá tenho eu andado a lamber feridas... e a tentar recompor-me fechei a porta de vez.

Bati com ela para não voltar, não voltar da mesma forma.

Se um dia nos reencontrar-mos será alguém a bater na minha porta. Porque eu não fico mais na porta de ninguém.

 

Voltar a acreditar no amor, na paixão? É claro que voltarei a acreditar... sou mulher e uma eterna apaixonada... mas terei que estar recomposta. Sem feridas.

 

Esvaziei a casa, queimei as recordações ruis, levo comigo as boas, tranquei a porta e coloquei uma placa: VENDE-SE!

 

 

 

 

Procuro uma casa, que não seja apenas um T1 mas não sei se terá espaço para mais alguém!

publicado por Sonhos Trocados às 17:42 | link do post | comentar

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